Vitamina D impacta na saúde mental: falta de vitamina D causa depressão.
Novembro 23, 2021 0 Por Roger rogerA depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. Essa enfermidade afeta 350 milhões de pessoas em todo o mundo e é uma das principais causas das improdutividades nas atividades diárias. Concomitantemente, estudos apontam que a alta prevalência da depressão tem relação com a redução da exposição à luz solar, o que leva a uma redução nos níveis séricos de 25-hidroxivitamina D. A produção da forma ativa de vitamina D é sintetizada por vários tecidos, incluindo o tecido cerebral, que também possui receptores para essa substância. Dessa forma, a vitamina D como neuro hormônio está relacionada com o crescimento e desenvolvimento de células neuronais, função cerebral, liberação e regulação de neurotransmissores e efeitos no humor, portanto a 1,25(OH)2D – a forma ativa de vitamina D no corpo humano – pode ativar a transcrição da hidroxilase triptofano 2 e, assim, aumentar a síntese de serotonina (neurotransmissor que ajuda a equilibrar o humor e dá um impulso benéfico para a vida sexual, apetite, sono, memória, aprendizagem e temperatura) que é encontrada alterada na depressão.
Inclusive, a falta de vitamina D pode aumentar em 75% o risco de depressão. Os dados são do estudo “Vitamin D Deficiency Is Associated With an Increased Likelihood of Incident Depression in Community-Dwelling Older Adults”, publicado no “Journal of Post-Acute e Long-Term Care Medicine” em 2018. A pesquisa analisou quase 4 mil pessoas com mais de 50 anos.
Além desses estudos associarem a deficiência do nutriente à depressão, também a relacionam a algumas doenças crônicas, incluindo pressão alta, diabetes e doenças autoimunes.
Nos casos de depressão relacionados à baixa de vitamina D, sugere-se que o indivíduo procure orientação psiquiátrica e psicológica. Pois, além de aumentar a ingestão alimentar, exposição ao sol e/ou suplementar essa vitamina, pessoas com depressão também devem tomar medidas para aliviar os sintomas da depressão.
A vitamina D pode ser encontrada em alimentos como óleos de salmão, atum e sardinha, gema de ovo, fígado, leite, iogurte e queijos ou em cápsulas ou comprimidos. No entanto, a principal fonte desse nutriente é a exposição solar. Por esta razão ela é frequentemente chamada de “vitamina do sol”. Os raios ultravioletas do tipo B (UVB) os responsáveis pela síntese dessa substância em nosso organismo.
Quais os níveis normais de vitamina D?
A quantidade correta de vitamina D pode nos proteger contra uma variedade de condições, como câncer, diabetes tipo 1, esclerose múltipla e depressão. Além disso, ela também suporta a saúde do sistema imunológico, cérebro e sistema nervoso.
Em geral, uma concentração de menos de 20 nanogramas por mililitro é considerada inadequada, exigindo tratamento. As diretrizes do Institute of Medicine aumentaram a dose diária recomendada de vitamina D para 600 unidades internacionais (UI) para todos com idades entre 1 e 70 anos, e aumentaram para 800 UI para adultos acima de 70 anos para otimizar a saúde óssea. O limite superior seguro também foi aumentado para 4.000 UI. Os médicos podem prescrever mais de 4.000 UI para corrigir uma deficiência de vitamina D.
Além disso, de acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), os valores desejáveis para a população em geral é que seja superior a 20 ng/mL. Já para grupos de risco como idosos, gestantes, pacientes com osteomalácia, raquitismos, osteoporose, hiperparatireoidismo secundário, doenças inflamatórias, doenças autoimunes e renal crônica e pré-bariátricos, a recomendação é que seja entre 30 e 60 ng/mL.
No entanto, muitas pessoas não conseguem obter a quantidade suficiente. E, o que é pior, nem sabem disso.
Tradicionalmente, a deficiência dessa substância era associada ao raquitismo, uma doença na qual o tecido ósseo não mineraliza adequadamente, ocasionando a formação de ossos moles e deformidades esqueléticas. Mas, cada vez mais, as pesquisas têm revelando a importância da vitamina D no organismo na prevenção uma série de problemas de saúde.
Como lidar com a depressão?
Psicoterapia e/ou medicamentos para depressão.
Participar de grupo de apoio, pois podem ajudar a se conectar com outras pessoas on-line, por telefone ou em sua comunidade, que apresentam sintomas semelhantes.
Exercitar-se regularmente, principalmente em locais abertos, para também contribuir para exposição solar. Sabe-se que a atividade física rotineira pode ajudar a reduzir os sintomas da depressão, liberando substâncias químicas “saudáveis”, como endorfinas no cérebro. O exercício físico também pode ajudar a reduzir os produtos químicos do sistema imunológico que pioram a depressão. A sugestão é, pelo menos, iniciar com 30 minutos de atividade cardiovascular, por três vezes na semana. E gradualmente, e com supervisão de um profissional, ir aumentando a quantidade e a intensidade das atividades.
Cuidar da higiene do sono, mantendo um horário de sono regular, bem como uma boa qualidade. Pois se sabe que insônia, hipersonia e outros problemas do sono têm sido associados à depressão. Para lidar com esses sintomas, criar um horário de sono regular é recomendado, bem como reduzir a exposição a luz artificial após esse horário. Outras sugestões é definir um alarme para dormir e acordar. Ou também ter um diário para registrar quanto tempo dormiu e a qualidade do seu sono. Existem, inclusive, aplicativos para tais finalidades.
Cuidar da vida social e das relações interpessoais. Por exemplo, aproximar-se mais da família e dos amigos. Seus entes queridos podem dar-lhe apoio e força ao lidar com seus sintomas.
E LEMBRE-SE: É importante uma investigação fisiológica, as vezes seu sintoma de depressão pode ser uma baixa dosagem de uma substância, no caso da depressão, sabe-se que a deficiência de outras substâncias, como as vitaminas B6, B12, Folato e Magnésio, também são responsáveis por esse problema, bem como a uma ampla gama de problemas de saúde mental e física.
A depressão, seja pela falta de vitamina D, B6, B12, folato, magnésio ou não, é uma doença muito perigosa. Por conta disso, é necessário procurar um profissional para tratar dela.


